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Sapinhos


O Veado e o Sapo
" Um veado e um sapo queriam casar com a mesma moça. Para decidirem a questão o veado fez uma proposta de disputarem uma corrida
-Temos aqui uma estrada comprida. Vamos correr cumpadre Sapo, quem chegar primeiro, casa com a moça! - O sapo concordou e marcaram a corrida para o dia seguinte.
O veado ficou explodindo de alegria, aonde já se viu um sapo disputar corrida com o veado, bicho mais ligeiro da mata????
Mas o sapo que não era bobo reuniu mais de cem companheiro, aos quais contou o caso e combinaram que cada um dos sapinhos ficaria num trecho da estrada e quando o veado passasse gritaria "Gulugubango. bango lê" e o sapo apostador ficaria sossegado esperando no ponto final da estrada.
Chegada a hora da corrida o veado disparou levantando poeira, cerca de cem metros, quando pensou já ter pegado bastante distancia, encontrou com o sapo adiante dele cantando "Gulugubango, bango,lê"
-Sera possível  - pensou o veado e acelerou o trote. Voou mais cem metro e de novo deu com o sapinho a sua frente com a cantiga.
O veado começou a suar frio. Deu maior velocidade as pernas avançando mais duzentos metros, rápido como um relâmpago, mas não adiantou logo ouviu a "Gulugubango,bango,lê" pela terceira vez...
E foi assim durante toda a corrida, quando chegou alinha final, mas morto do que vivo, com as pernas tremulas e sem força viu o sapo, bem tranquilo cantarolando a sua musica com a voz bem descansada ganhar a corrida.
Quando o veado descobriu a artimanha do sapo ficou furioso e jurou vingança!
Na noite do casamento do sapo com a moça o veado foi ao quintal do sapo e encheu de água fervente a lagoa aonde o sapo nadava. Lá pelas tantas da festa o sapo quis se refrescar e veio a lagoa e Tchi-bum
pulou dentro e morreu escaldado!!!!
O veado muito contente da vida foi consolar a família e acabou por se casar com a viuva!!! "
Conto do livro Estorias da Tia Nastacia de Monteiro Lobado adapatada por Nil Lima da Silva


Riscos de sapos para pintar.

















Semaninha do casal de porquinhos

A estoria dos Porcos espinhos.

Durante um inverno muito rigoroso que cobriu a terra há centenas de anos atras, muitos animais morriam por causa do frio e alguns resolveram se juntar em bandos para se aquecer e se salvar.
Dois porcos-espinhos solitários e sem bando resolveram se juntar  na tentativa de se agasalharem e se proteger, mas os espinhos de cada um feria o companheiro e a dor as vezes era maior que o calor que ofereciam.
Os porquinhos cansados de ferir um ao outro e de brigarem por conta disso, resolveram se afastar e ir cada um para um cantinho do buraco aonde estavam, mas justamente quando se afastaram o frio começou a castigar seus corpos e os dois pensaram que iam morrer congelados, com certeza!
Eles perceberam que apesar das espetadas era o calor um do outro que estava ajudando a suportar o frio rigoroso.
Então precisaram fazer uma escolha: ou aceitavam os espinhos um do outro ou sua especie simplesmente desapareceria da terra. Com sabedoria, decidiram ficar juntos de novo, se reaproximaram com mais cuidado e aprenderam a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima podia causar , porque o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram, pois o melhor relacionamento não é o que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e  admirar suas qualidades.
Conto popular adaptado por Nil Lima da Silva

Riscos da semaninha com porquinhos para pintar.

casal porquinhos

porquinha com xicara

porquinha com vaso de flores

porquinho com morangos

porquinho com carriola de flores

porquinho de balde

casal de porquinhos

Gatos

O pulo do gato.


"A onça pediu ao gato que lhe ensinasse a pular, porque o maior mestre de pulos que há no mundo é o gato.
O gato ensinou a onça vários pulos, mais de vinte tipos diferente, e a onça , boa aluna, aprendeu todos com rapidez, e depois convidou o gato para um passeio até o bebedouro no rio aonde os animais desciam para beber água. Lá ela desafiou o gato:
- Compadre, vamos ver quem pega aquele lagarto?
- Pois vamos - disse o gato.
- Então comece compadre...
O gato saltou em cima do lagarto, e a danada da onça pulou em cima do gato, que mais que depressa se afastou com habilidade. A onça se queixou:
- Como é isso compadre...esse pulo você não me ensinou!!!
- Claro, esse não ensino a ninguém, é só meu! Chama-se "o pulo do gato"! - E dizendo isso o gato deu de costas e se foi bem ligeiro, deixando a onça vermelha de raiva!
Conclusão; o pulo do gato é o conhecimento que ninguém quer ensinar! "
Monteiro Lobato - Estorias da Tia Nastácia. Adaptação de Nil Lima da Silva

Riscos de gatos para pintar.




















Botas e meias de Natal

A tradição das meias de Natal.


Conta a lenda que a tradição de pendurar meias na lareira na época do Natal começou a muitos anos com um viúvo que era tão pobre que não podia garantir o futuro de suas três filhas. Como não tinham dote para arrumar casamento só restavam as meninas o futuro de pedintes ou prostituição.
Em viagem pela Europa, O bispo Nicolau (São Nicolau, santo católico que teria inspirado a lenda do Papai Noel) passou pela aldeia onde vivia esta família e soube da situação que enfrentavam e quis ajudar mas sem ser percebido. Durante a madrugada ele foi até o casebre da família e entrou descendo pela chaminé, de onde viu, penduradas na lareira as meias das três moças que estavam ali para secar no calor das brasas.
São Nicolau colocou dentro de cada meia um punhado de ouro e livrou assim as pobres meninas do futuro humilhante.
A partir deste dia as crianças de todo o mundo, começaram a pendurar meias pela casa durante a época de Natal na esperança de que Papai Noel as enchesse de ouro ou presentes.
Lendas de Natal - Pesquisa e texto de Nil Lima da Silva

Risco de botas e meias de Natal para pintar.